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                                              Santo Cristo                        á Madre Teresa e ao Santo Cristo

Domingo, 17 de Maio de 2009

FESTAS DO SENHOR SANTO CRISTO 2009

Estamos a emitir em directo do campo S.Francisco, as festas em honra do Santo Cristo dos Milagres.

Acompanhe-nos em: www.tv.azoresglobal.com . Estaremos de volta ás 16h ( dos Açores, 1h a mais no Continente e na Madeira)

 

 

 

Saiba mais desta devoção, no podcast abaixo:


publicado por * às 15:04
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Terça-feira, 12 de Maio de 2009

Senhor Santo Cristo dos Milagres: devoção secular nos Açores

 

 

Há três séculos a população daquele arquipélago cultua com ardor imagem admirável de Cristo padecente - “Ecce Homo” - por intermédio da qual têm-se operado, de modo contínuo, esplêndidos milagres.

Uma das devoções mais ricas em significado, e que se manifesta com pujança extraordinária em nossos dias, é a do Senhor Santo Cristo dos Milagres. O centro de sua veneração é o Mosteiro da Esperança em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, no arquipélago dos Açores, situado cerca de 1.400 km de Lisboa.

O Senhor Santo Cristo é representado nesta devoção por um busto de tamanho superior ao de um homem, figurando Jesus no Pretório de Pilatos, depois de acoitado, com a face chagada pelos golpes e pelas bofetadas, a cabeça coroada de espinhos, encimando o seu rosto adorável e o peito aberto pela lança. Como rei de comédia, está sentado, tendo na mão uma cana, em vez de cetro, e um manto de púrpura para irrisão.

 

 

 

 

O tesouro da Imagem do Santo Cristo dos Milagres


Frutos dos mistérios da Fé, sinais da gratidão dos mortais pelos milagres que os ajudam a caminhar pela vida, o Tesouro, da imagem é impressionante.

O Resplendor, em platina cromada de ouro, pesa 4, 850 gramas e está incrustado de 6.842 pedras preciosas de todas as qualidades: topázios, rubis, ametistas, safiras, etc.

Além do valor artístico, esta jóia está carregada de elementos simbólicos ligados à teologia. O primeiro é a da Santíssima Trindade, representada por um triângulo no centro que contém três caracteres com o seguinte significado: “Sou o que Sou” e também “Pai, Filho e Espírito Santo”.

Deste triângulo irradiam os resplendores para as extremidades da peça.

O segundo elemento é a Redenção de Cristo, representada pelo cordeiro sobre a cruz e pelo livro dos Sete Selos do Apocalipse.

Um terceiro é a Eucaristia, simbolizada por uma ave, o pelicano, pelo cálice e pelo cibório.

O último elemento simbólico do Resplendor é a Paixão de Cristo passando pela coroa representada em pormenor: desde a túnica ao galo da Paixão, passando pela coroa de espinhos integralmente feita de esmeraldas.

Se o Resplendor é a jóia mais rica do Tesouro, a coroa é a sua peça mais delicada. Em ouro, pesando apenas 800 gramas, possui 1.082 pedras preciosas, todas elas trabalhadas com minúcia, onde os próprios espinhos são pequeníssimas pedras que diminuem de tamanho nas extremidades.

O relicário é, por outro lado, a peça mais enigmática do Tesouro. É a única que está permanentemente colocada no peito da imagem e serve para guardar o Santo Lenho, que se crê ser uma relíquia da verdadeira cruz em que Jesus foi crucificado.

 

 

 

 

 

O Ceptro, a quarta peça do Tesouro, é constituída por duas mil pérolas que formam uma maçaroca de cana, 993 pedras preciosas ao longo do tronco e no conjunto de brilhantes com renda de ouro na base, onde está colocada a Cruz de Cristo.

Finalmente, as Cordas, com 5,20 metros de comprimento, constituem a quinta peça do corpo principal do Tesouro. São duas voltas de pérolas e pedras preciosas enroladas em fio de ouro.

As Jóias do Senhor Santo Cristo dos Milagres, como também a seleção de capas usadas pela imagem, podem ser admiradas no Convento de Nossa Senhora da Esperança.

 

 

 

 

 

Na origem da devoção, uma religiosa Clarissa

A guarda da imagem do Senhor Santo Cristo está a cargo das Irmãs Clarissas, que começaram suas actividades apostólicas naquela ilha em 1541 (o arquipélago fora descoberto pelos portugueses em 1427).

Vem essa Congregação se dedicando ininterruptamente às obras religiosas e mais especialmente ao culto do Senhor Santo Cristo, mesmo durante a era pombalina, em que as Ordens Religiosas foram proibidas e perseguidas por força das leis portuguesas.

Tal devoção começou a tomar o brilho que ela hoje possui a partir de 1683, quando fez os votos solenes, em 23 de Julho, a Madre Teresa d’ Anunciada, conhecida como a freira do Senhor Santo Cristo.

Esta madre, falecida com fama de santidade em 16 de Maio de 1738, dedicou sua vida a Nosso Senhor Jesus Cristo, honrando de maneira única Sua imagem de “Ecce Homo”, por cujo culto se bateu a vida toda com um amor abrasado e dedicação absoluta.

Na sua autobiografia, escrita por ordem de seu confessor, lê-se: “Para Deus, por mais que se faça, não é nada. Para o que Sua Majestade merece, tudo o que Ele quiser, estou pronta”.

 

 

 

 

O amor desta alma a Nosso Senhor levou-a a honrar de maneira única a Sua imagem do “Ecce Homo”, que encontrou pobre, quase abandonada e escondida havia mais de cem anos numa dependência do Convento.

Tal imagem havia sido doada pelo Papa Paulo m a duas religiosas que tinham ido a Roma especialmente com o objectivo de pedir autorização para fundarem um convento em Ponta Delgada, Açores.

 

 

 

 

 

Dizia Madre Teresa: “Todo o meu cuidado era solicitar coisas muito ricas para adorno do meu Senhor e tratá-Lo com aquele culto e decência que merece Sua Pessoa: Em tudo que necessitava o Senhor, fui sempre impertinente em procurar; e quando alcançava os objetivos, dizia: “Tudo seja para sua maior glória”.

Retribuindo tal dedicação, Jesus operava prodígios para atender às suas orações e, como Ele próprio lhe revelou, “tu és o meu nada, e Eu sou o teu tudo”.

Os milagres, que se obtêm por intermédio de orações ao Senhor Santo Cristo, são numerosíssimos. Na vida de Madre Teresa d’ Anunciada eles foram contínuos, estando, ainda hoje, na Ermida de Nossa Senhora da Paz, consignados os relatos de esplêndidos feitos miraculosos.

 

 

 

 

 

Tremores de Terra e manifestação de Nosso Senhor estão na origem da procissão


No ano de 1700, a Ilha de S. Miguel foi abalada por fortes e repetidos tremores de terra. Duravam estes já vários dias quando a Mesa da Misericórdia e grande parte da nobreza da cidade, vendo que os terramotos não cessavam, resolveram ir à portaria do Mosteiro da Esperança para levarem em procissão a Imagem do Santo Cristo.

Ao princípio da tarde desse dia 13 de Abril de 1700, juntaram-se as confrarias e comunidades religiosas. Concorreu igualmente toda a nobreza e inumerável multidão que, com viva fé, confiava se aplacaria a indignação divina com vista da santa Imagem.

Caminhava já a procissão em que todos iam descalços; e logo que a veneranda Imagem se deixou ver na portaria, foi tão grande a comoção em todos que a traduziram em lágrimas e suspiros, testemunhos irrefragáveis da contrição dos corações.

Levaram o andor do Santo Cristo as pessoas mais qualificadas em nobreza. Andando a procissão, ia a veneranda Imagem entrando em todas as igrejas onde, em bem concertados coros, Lhe cantavam os salmos “Miserere mei Deus”.

Saindo da Igreja dos Jesuítas, e caminhando para a das Religiosas de Santo André, não obstante toda a boa segurança e a cautela com que levavam a santa Imagem, com assombro e admiração de todos, caiu esta fora do andor e deu em terra. Foi esta queda misteriosa, porque não caiu a Imagem por algum dos lados do andor, como era natural, senão pela parte superior do dossel.

O povo ficou aflito com sucesso tão estranho. Uns feriam os peitos com as pedras; outros, pondo a boca em terra, que julgavam santificada com o contacto da santa Imagem, pediam a Deus misericórdia; estes, tomando os instrumentos de penitência, davam sobre si rijos e desapiedados golpes, regando a terra com o sangue das veias; aqueles publicavam em alta voz as suas culpas, como causas da indignação do Senhor; e todos, com clamores e enternecidos suspiros, pediam a Deus que suspendesse as demonstrações da sua justa vingança.

Verificaram, então, que a santa Imagem não experimentara com a queda dano considerável, pois somente se observou no braço direito uma contusão. A Imagem foi lavada e limpa no Convento de Santo André e, colocada outra vez no andor com a maior segurança, continuou a procissão, na qual as lágrimas e soluços do povo aflito embargavam as preces, até que, bem de noite, se recolheu no Mosteiro da Esperança.

E a cólera divina se aplacou…

 

 

 

 

 

Na procissão, resplandece majestade real


O jogo de expressões fisionómicas da Imagem, tocando a todos individualmente, conforme as disposições interiores de cada um, tem todavia uma característica central e predominante: o olhar.

Este olhar convida a todos que retribuam àquele imenso e divino amor com uma total dedicação e entusiasmo na implantação do Reino de Nosso Senhor Jesus Cristo aqui na Terra.

A face marcada pelos dramas da Paixão não tira o aspecto de majestade que se desprende daquele busto. Ele próprio revelou a madre Teresa o desejo de que fosse glorificado como Rei, o soberano Senhor, tanto no convento como fora dele.

É por isto que é realizada a procissão do Senhor Santo Cristo pela cidade, no domingo imediatamente anterior à festa da Ascensão, tendo esta devoção começado por volta do ano de 1700.

Nessa procissão e a quantos dela participam, Ele aparece ao povo da ilha, através da imagem, como o “Senhor”, o “Rei Absoluto”. As manifestações da população e das Forças Armadas, os tapetes de flores, todo o brilho dado à celebração constituem homenagens a essa realeza.

Não é, pois, de admirar o que escreve Madre Teresa em sua autobiografia, sobre o que o Senhor lhe ordenou: “Teresa, manda-Me buscar as insígnias reais: coroa de espinhos, resplendor e cana. Eu quero que ele (o rei D. João V de Portugal) Me mande fazer as três insígnias reais de ouro e diamantes e pedras preciosas, como de rei para rei”

Compreende-se assim o culto prestado ao Senhor Santo Cristo, ornado de jóias preciosas deslumbrantes e de tal magnitude que ultrapassa a de coroas dos maiores potentados. Mas o grande e valioso relicário está no peito da imagem, que encerra uma relíquia da verdadeira Cruz de Cristo, o Santo Lenho.

É fato digno de nota que a primeira aparição de Nossa Senhora de Fátima, a 13 de maio de 1917, se deu no mesmo dia em que se realizava, em Ponta Delgada, a procissão do Senhor Santo Cristo.

 

 

 

 

 

 

 

Afluência popular, milagres e graças


Muito se poderia dizer sobre os milagres que continuamente se operam por intermédio da devoção ao Senhor Santo Cristo.

Todos os dias os fiéis, em grande número, ajoelham-se junto às grades que no Santuário separam a igreja do coro de baixo, onde está a capela do Senhor Santo Cristo, construída pela Madre Teresa, segundo desenho arquitectónico inspirado pelo próprio Nosso Senhor Jesus Cristo.

Ali oram e louvam ao Senhor; ali pedem graças, curas de doenças, a solução de problemas difíceis na sua vida; ali fazem seus votos, suas promessas; ali agradecem ao Senhor as graças obtidas; ali fazem suas ofertas, por vezes muito generosas.

É impressionante a afluência de centenas de fiéis às sextas-feiras, durante todo o ano. Não há uma única sexta-feira em que a igreja não esteja repleta, e muitas vezes acontece terem eles de ficar nas dependências, ou mesmo fora delas, por falta de espaço.

A festa do Senhor Santo Cristo dos Milagres celebra-se no quinto domingo após Páscoa.

 

publicado por * às 13:38
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Segunda-feira, 11 de Maio de 2009

PROGRAMA DAS FESTAS DO SENHOR SANTO CRISTO 2009

 

 

(versão PROVISÓRIA 1.3  - 2009/03/13)

 

 

 

SÁBADO, 9 de Maio:

 

08,00 horas – Início da recepção das ofertas de gado junto ao redondel de leilões da Associação Agrícola em Santana, Ribeira Grande, gentilmente cedido para o efeito

10,00 horas – Arrematação de ofertas de gado nas instalações da Associação Agrícola em Santana.

 

 

TERÇA, QUARTA e QUINTA-FEIRA, 12, 13 e 14 de Maio

 

TRÍDUO PREPARATÓRIO:

Início das Festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres, no Santuário da Esperança com Tríduo Preparatório, às 18h00 nos dias 12, 13 e 14 de Maio com pregação por sacerdote a anunciar

Todos os dias Confissões das 10 às 12 horas e das 16 às 18 horas.

 

 

SEXTA-FEIRA 15 de Maio:

 

8,00 horas – Missa no Santuário presidida pelo Reitor do Santuário Monsenhor Agostinho Tavares.

9,00 horas – Missa no Santuário presidida pelo Bispo de Angra e Ilhas dos Açores, D. António de Sousa Braga

21,00 hora – Experiência e Inauguração da Iluminação da Fachada do Santuário e do Campo – inicia-se com o hino do Senhor Santo Cristo executado pela Banda de Nossa Senhora dos Remédios da Bretanha, seguida de desfile da charanga do Bombeiros Voluntários de Ponta Delgada.

Abertura do Bazar

CONCERTOS:

21,45 –00,00 – Concerto pela Banda de Nossa Senhora dos Remédios

 

 

SÁBADO 16 de Maio:

 

9,00 horas - Missa no Santuário do S. Santo Cristo, por alma de D. Maria da Conceição Medeiros e Almeida, benemérita da Irmandade e pelas intenções de todos os beneméritos, concelebrada por D. António Sousa Braga, Bispo de Angra e Ilhas dos Açores e D. Aurélio Granada Escudeiro, Bispo resignatário dos Açores.

11,00 horas – Homenagem dos Romeiros com oração junto à  “porta do carro”

12,00 horas – Homenagem da P.S.P., dos táxis, Associação dos Táxis de S. Miguel e Stª. Maria e do Motoclube Cavaleiros do Asfalto – desfile diante do Convento da Esperança

16,20 horas – Organização do cortejo da Mudança (o Provedor da Irmandade bate à "porta do carro") e TE DEUM

16,30 horas – Mudança da Imagem do Convento da Esperança para o Santuário passando em frente à Guarda de Honra prestada por uma companhia do Exército e Banda da Zona Militar dos Açores às 16h45 (com salva por uma corveta da Marinha [se houver na altura disponibilidade da corveta] e sobrevoo por aeronaves da Força Aérea [se houver na altura disponibilidade de aeronaves]). O percurso da Mudança da Imagem far-se-á no sentido dos últimos anos (arruamentos N-S, E-W, S-N e W-E do Campo de S. Francisco). A Mudança será acompanhada por uma Banda a anunciar. Após a entrada da Imagem haverá sermão pelo Padre Dr. Constâncio.

17,30 horas – Abertura do Bazar e arraial após o sermão

CONCERTOS

Das 21,00 às 00,30 concerto por uma Banda a anunciar, provavelmente a “Lira Açoreana” com interrupção às

23,00 – para o espectáculo de Fogo-de-artifício a partir do Forte de S. Brás,

continuando o concerto pelas 23.15.

 

 

DOMINGO 17 de Maio:

 

00,00 horas – Interrupção do desfile em frente à Imagem do Senhor Santo Cristo dos Milagres

00h45 horas – mudança da Imagem directamente para a Igreja de S. José presidida pelo Reitor do Santuário, Monsenhor Agostinho Tavares, para início da Grande Vigília de Adoração.

Após a instalação em S. José, pelas

01,30 horas - Solene Vigília em honra do Senhor Santo Cristo dos Milagres presidida pelo Reitor do Santuário, Monsenhor Agostinho Tavares,.

05,00 horas – Missa e encerramento da Vigília (Pede-se às pessoas que fizeram a noite da Vigília que após a Missa das 5 horas saiam da Igreja para dar lugar aos peregrinos para fazerem a sua oração e assistirem à sua eucaristia).

06,00 horas – Alvorada com salva de morteiros

06,00 horas – Eucaristia da grande Peregrinação da Ilha de S. Miguel.

10h15 horas – Saída da Imagem da Igreja de S. José para o adro do Santuário

10,30 horas – Solene Concelebração Eucarística no Adro do Santuário, com a presença da Imagem do Senhor Santo Cristo dos Milagres (se o tempo não o permitir a Missa Solene terá lugar em S. José), presidida pelo Bispo da Diocese D. Antonio de Sousa Braga  e concelebrada pelo Bispo resignatário dos Açores D. Aurélio Granada Escudeiro e restantes sacerdotes.

15,15 horas – Saída do Guião da Procissão que percorrerá o trajecto habitual.

16,30 horas – Saída da Imagem do Senhor Santo Cristo dos Milagres.

21,00 horas – Abertura do Bazar e arraial.

CONCERTOS: a anunciar posteriormente

 

SEGUNDA-FEIRA, 18 de Maio  (feriado municipal de Ponta Delgada):

 

11,00 horas – Concelebração Solene aplicada pelas intenções da Mesa da Irmandade e seus colaboradores, presidida pelo Bispo resignatário dos Açores, D. Aurélio Granada Escudeiro.

14,30 horas – Arrematação de ofertas e pequenos animais domésticos

15,00 horas – Abertura do Bazar e arraial.

15,00-19,00 - Cantigas ao desafio e desgarradas (pela Associação dos Cantadores ao Desafio das Ilhas de S. Miguel e Stª. Maria)

CONCERTOS

20,30- 00,00 horas – Orquestra Ligeira de Ponta Delgada

 

QUINTA-FEIRA 21 DE MAIO:

 

17,00 horas – Abertura do Bazar.

18,00 horas – Encerramento das Festas religiosas do Senhor Santo Cristo – Solene Concelebração em honra da Madre Teresa da Anunciada, presidida pelo Reitor do Santuário, Monsenhor Agostinho Tavares.

CONCERTOS

21,30-24,00– Banda da Zona Militar dos Açores

 

publicado por * às 18:43
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Quinta-feira, 7 de Maio de 2009

O CULTO AO SENHOR SANTO CRISTO DOS MILAGRES - AÇORES

 

Numa ilha de vulcões em actividade constante e de sismos frequentes, a devoção era o único refúgio do povo, através do culto do Divino Espírito Santo e ao Senhor Santo Cristo dos Milagres.


A devoção que Teresa da Anunciada, venerável religiosa do convento de Nossa Senhora da Esperança, tão intensamente sentiu por Cristo, marcou profundamente a alma do povo, de tal modo que o culto ao Senhor, através da procissão com a imagem, se expandiu e fortaleceu ao longo dos séculos.


É, hoje em dia, a maior procissão, a mais grandiosa e a de maior devoção que se realiza em terras portuguesas.

No coração de cada açoriano, disperso pelo mundo, há um altar de culto eterno ao Senhor Santo Cristo, onde as suas preces mantêm permanentemente acesas místicas velas de imperecível devoção e saudade.


Daí a presença de milhares de açorianos que vêm participar, todos os anos, de Portugal, dos Estados Unidos da América, do Canadá e, naturalmente, das outras ilhas, nas grandes festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres, numa autêntica e profunda manifestação de fé e devoção.

Semanas antes da procissão, o mosteiro da Esperança e a praça 5 de Outubro são preparados e enfeitados festivamente com milhares de lâmpadas multicores, mastros e bandeiras, flores de todas as espécies e cores que conferem ao recinto um deslumbrante ar de festa.


As festas duram vários dias. Sucedem-se os serviços religiosos e os concertos. Na tarde de sábado, há pessoas que andam à volta da praça de joelhos sobre as pedras do pavimento ou, então, carregadas de círios de cera, num agradecimento pela graça recebida do Senhor numa hora de aflição e sofrimento.

Depois, no domingo, milhares de pessoas incorporam-se na procissão. A abrir, o guião, com a coroa de espinhos dourada, depois duas longas filas de homens com opas, muitos com grossos círios votivos, outros descalços, no cumprimento de promessas, interrompidos por grupos de filarmónicas. Seguem-se associações juvenis transportando guiões de cores garridas, crianças vestidas de anjos, alunos do seminário, o clero micaelense e alguns sacerdotes convidados, todos eles a precederem a venerando imagem do Senhor Santo Cristo dos Milagres, transportada sob um docel de veludo e ouro, num trono de lindíssimas flores de seda e pano, tecidas no século XVIII.


Após a veneranda imagem, seguem-se os dignatários da Igreja Católica, representantes das congregações religiosas sediadas em S. Miguel e muitos milhares de senhoras, no cumprimento de promessas.


A fechar o extenso cortejo, seguem-se as mais altas autoridades militares e civis, representações e associações sociais e desportivas.


A grande procissão recolhe, já quase noite, após cinco horas de circulação pelas principais ruas de Ponta Delgada.




O corpo principal do tesouro do Senhor Santo Cristo dos Milagres é constituído pelas seguintes jóias: o Resplendor, a Coroa, o Relicário, o Ceptro e as Cordas.

Frutos dos mistérios da Fé, sinais da gratidão dos mortais pelos milagres que os ajudam a caminhar pela vida, o Ex-Libris do Tesouro, o RESPLENDOR é a peça mais rica do espólio. Fotografado e documentado por especialistas internacionais em arte, foi recentemente considerado, num congresso em Valladolid, Espanha, a peça mais valiosa do seu género em toda a Península Ibérica.

 


O RESPLENDOR, em platina cromada de ouro, pesa 4,850 gramas e está incrustado de 6.842 pedras preciosas de todas as qualidades: topázios, rubis, ametistas, safiras, etc. Além do valor artístico, esta jóia está carregada de elementos simbólicos ligados à teologia. O primeiro é a da Santíssima Trindade, representada por um triângulo no centro que contém três caracteres com o seguinte significado: "Sou o que Sou" e também "Pai, Filho e Espírito Santo".
Deste triângulo irradiam os resplendores para as extremidades da peça. O segundo elemento é a Redenção de Cristo, representada pelo cordeiro sobre a cruz e pelo livro dos Sete Selos do Apocalipse. Um terceiro é a Eucaristia, simbolizada por uma ave, o pelicano, pelo cálice e pelo cibório. O último elemento simbólico do RESPLENDOR é a Paixão de Cristo passando pela coroa representada em pormenor: desde a túnica ao galo da Paixão, passando pela coroa de espinhos integralmente feita de esmeraldas.

 

Se o Resplendor é a jóia mais rica do Tesouro, a COROA é a sua peça mais delicada. Em ouro, pesando apenas 800 gramas, possui 1.082 pedras preciosas, todas elas trabalhadas com minúcia, onde os próprios espinhos são pequeníssimas pedras que diminuem de tamanho nas extremidades.

O RELICÁRIO é, por outro lado, a peça mais enigmática do Tesouro. É a única que está permanentemente colocada no peito da imagem e serve para guardar o Santo Lenho, que se crê ser uma farpa da verdadeira cruz em que Jesus foi crucificado.



O CEPTRO, a quarta peça do Tesouro, é constituída por 2.000 pérolas que formam uma maçaroca de cana, 993 pedras preciosas ao longo do tronco e no conjunto de brilhantes com renda de ouro na base, onde está colocada a Cruz de Cristo.

Finalmente, as CORDAS, com 5,20 metros de comprimento, constituem a quinta peça do corpo principal do Tesouro. São duas voltas de pérolas e pedras preciosas enroladas em fio de ouro.



Estas jóias possuem um valor incalculável, que ainda não está devidamente avaliado. As Jóias do Senhor Santo Cristo dos Milagres, como também a colecção de capas usadas pela imagem, podem ser admiradas no Convento de Nossa Senhora da Esperança.

 

publicado por * às 00:19
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